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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Entrevista da Dilma na revista Época

 

 

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publicado por Levy às 06:17
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Por que o FHC defende as drogas e ignora o crack. É para fazer sucesso no exterior

Ele não tem um único compromisso como Brasil

Ele não tem um único compromisso com o Brasil

 

FHC poderia se dedicar a causas úteis.

Como investigar a sowetização dos nordestinos na Zona Leste de São Paulo.

Como investigar a marginalização social dos nordestinos nas favelas de São Paulo.

Como investigar por que a educação pública em São Paulo entrou em colapso.

Como investigar por que a desigualdade de renda em Sao Paulo é uma das mais altas do Brasil.

Não, FHC não está preocupado com o Brasil.

A patológica vaidade busca plateis internacionais, cheias de holofote.

Por isso, ele abraçou uma causa chic, up-to-date em alguns salões de tapete vermelho e champagne rosé.

A defesa dos drogados chics, dos meninos e meninas de classe média, que são apanhados com uma trouxinha de maconha ou uma carreirinha de cocaina.

O Farol de Alexandria não sabe do que fala.

Não sabe que o problema da droga no Brasil não tem nada que se possa tratar num salão de convenções do Waldorf Astoria.

A barra aqui é outra: é o crack.

Que mata.

E custa pouco.

É droga da desvastação dos pobres e miseráveis.

Esse pessoal que o Serra tranca numa jaula, num espetáculo que secretário do Poste chamou de “pirotecnia”.

Com o crack o Farol não faz sucesso.

Ele não conhece ninguem viciado em crack.

Ele quer descriminalizar, passar a mão na cabeca do crack?

E aí, sem polícia, como é que faz?

Deixa o pessoal se entupir de crack, e aí?

Manda os miseraveis drogados para a porta do iFHC ?

Para a porta do Cebrap ?

Como sempre, o Farol nao tem compromisso com o Brasil.

Ele é um colonizada, irremediavelmente.

Se o amigo navegante quer ver o que um líder político deveria falar sobre a materia, vale a pena ler o que a Ministra Dilma Rousseff disse á revista Epoca:
 

 

Do amigo navegante Fernando

Dilma  – A droga é uma coisa muito complicada. Não podemos tratar da questão da droga no Brasl só com descriminalização. Estou muito preocupada com o crack. O crack mata, é muito barato, está entrando em toda periferia e nas pequenas cidades. Não vamos tratar  o crack única e exclusivamente com repressão, mas com uma grande rede social, que o governo integra. Há muita entidade filantrópica nas clínicas de recuperação. A gente tem de cuidar de recuperar quem já está viciado e cuidar de impedir que entrem outros. Tem que cuidar também para criar uma política de esclarecimentos sobre isso. Não acho que os órgãos governamentais, Estado, municípios e União, vão conseguir sozinhos. Vamos precisar de todas as igrejas e entidades que têm uma política efetva de combate às drogas. A questão da droga no século XXI é muito diferente daquele tempo de Woodstoc, que tinha um componente libertário.

 

Paulo Henrique Amorim

publicado por Levy às 05:53
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As poucas saídas do PSDB

por Luis Nassif

 

Vamos prospectar alguns cenários políticos mais prováveis, daqui para a frente.

1. Não acredite nenhum pouco nessa história de que o PSDB aumentará a pressão para Aécio Neves ser vice de Serra na tal chapa puro-sangue. Não há possibilidade. É um jogo perdido, e expõe ainda mais a fragilidade da candidatura Serra. Os caciques do PSDB já se deram conta da inviabilidade da candidatura Serra, mas ficaram presos à armadilha que eles mesmo montaram.

2. Há  enorme pressão nas hostes do Aécio para que ele chegue na convenção, simule um enfrentamento dos caciques, tenha uma vitória consagradora sobre Serra e, no impulso, cresça a tempo de alcançar Dilma Rousseff, repetindo o feito de JK. Aliás, em breve começarão a pipocar matérias mostrando as semelhanças entre os dois, ainda mais nesta semana de inauguração do Centro Administrativo de Minas Gerais.

3. Aécio é esperto o suficiente para saber da quase inviabilidade da sua candidatura. Como bem lembrou um de vocês, nos comentários, JK cresceu em cima de um enorme trauma nacional: a morte de Getúlio. Sua campanha foi corajosa, o aliado que não abandonou Getúlio e que enfrentou todos os riscos – inclusive a ameaça de golpe militar – para conquistar o poder. A única vitória que Aécio poderá alardear será sobre Serra.

4. Mesmo assim, é a única possibilidade de articulação do arco conservador representado hoje pelo PSDB-órfãos do DEM-mercado. O único risco para a candidatura Dilma, segundo seus articuladores, será Serra se desmanchar muito rapidamente e acabar passando o bastão para Aécio. Mesmo assim, consideram que será um risco pequeno, que não ameaçará seu favoritismo.

5. Os últimos dados da pesquisa Datafolha acelerarão o desembarque da candidatura Serra, por parte do PSDB e da mídia. Vai ser curioso acompanhar o realinhamento dos colunistas políticos. Mais ainda, comparar as análises atuais com as que fizeram nas últimas eleições municipais, elogiando a infinita habilidade política de Serra. Foi essa aposta cega em Serra que os impediu de construir a imagem de Aécio a tempo de se tornar competitivo. A estratégia agressiva de Serra era de bater nos adversários e aliados através dos aliados da imprensa, de utilizar o jornalismo escabroso para ataques pesados contra quem atravessasse seu caminho. Desde o começo, a sabedoria mineira dizia que o modelo tinha que ser o da proposta de construção do pós-Lula, sem agredir, sem vilependiar, rompendo com o legado de FHC. Mas prevaleceu, em Serra, a sensação única de ter a imprensa aos seus pés e poder fuzilar quem atravessasse seu caminho.

 

publicado por Levy às 03:34
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Diferença entre Dilma e Serra cai para quatro pontos percentuais, diz Datafolha

O Globo

 

SÃO PAULO - Uma nova pesquisa Datafolha mostra que a distância entre a ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), caiu de 14 para apenas quatro pontos percentuais desde dezembro.

De acordo com a sondagem, publicada na edição deste domingo do jornal "Folha de S.Paulo", Dilma pulou de 23% das intenções de voto, em dezembro passado, para 28%. Já Serra, que ainda não confirmou sua candidatura, caiu de 37% para 32% no mesmo período.

Foram ouvidas 2.623 pessoas, com mais de 16 anos, entre os dias 24 e 25 de fevereiro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número 4080/2010. Apesar do crescimento da petista, o Datafolha informa que ainda não é possível dizer que existe um empate estatístico entre os dois candidatos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O instituto de pesquisas acrescenta que Dilma e Serra só estariam empatados tecnicamente em 30% na raríssima hipótese de o tucano estar no seu limite mínimo e sua adversária no imite máximo.

Leia também: PT comemora e PSDB minimiza subida de Dilma na pesquisa eleitoral

No cenário em que Dilma aparece com 28% e Serra com 32%, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) tem 12% das intenções de voto (contra 13% na sondagem de dezembro), à frente da senadora Marina Silva, do PV (com 8%, mesmo percentual do fim do ano passado). Brancos, nulos ou nenhum somaram 9%; indecisos, 10%.

Menores as chances de vitória em primeiro turno

O Datafolha também considerou um cenário sem o nome de Ciro Gomes. Neste caso, Serra fica com 38% dos votos (eram 40% em dezembro), contra 31% de Dilma (que antes tinha 26%). Mais importante, porém, é a constatação de que seriam menores hoje as chances de vitória do tucano ainda no primeiro turno. Em dezembro passado, também sem o nome do PSB, Serra tinha 40% das intenções de voto, mais do que os 37% somados de Dilma e Marina. Agora, enquanto Serra caiu para 38%, a somatória dos votos atribuídos às candidatas do PT e do PV cresceram para 41%.

Outro cenário considerado foi o do nome do governador Aécio Neves, de Minas, como candidato a presidente pelo PSDB. Sem Ciro Gomes, Dilma vai a 34% das intenções de voto, contra 18% do tucano. Com Ciro, Dilma tem 30%, à frente do próprio Ciro (21%) e de Aécio (13%).

Vantagem também cai em simulação de segundo turno

A diferença que separa Dilma e Serra também sofreu forte redução na simulação para o segundo turno das eleições deste ano. As intenções de voto a favor de Serra caíram de 49%, em dezembro, para 45%. Já Dilma foi de 34% para 41%, o que fez com a vantagem do tucano despencasse no período de 15 para quatro pontos percentuais. Com Aécio na disputa, a ministra vence com 48% contra 26%.

Em outra pergunta, o Datafolha mediu o grau de rejeição dos candidatos. O de Serra subiu de 19% para 25%. Dilma oscilou de 21% para 23%. Ciro foi de 21% para 23%. E Marina, de 17% para 19%.

Lula mantém popularidade alta, diz sondagem

Pelo Datafolha, o presidente Luis Inácio Lula da Silva manteve inalterado seu índice de popularidade, com aprovação de 73% dos eleitores - um ponto a mais do que em dezembro. Dos entrevistados, 20% consideraram o governo regular e 5%, péssimo ou ruim.

Ainda de acordo com o DataFolha, Lula mantém sua popularidade mesmo entre eleitores que declararam voto em Serra (62% de ótimo/bom). Já entre os eleitores de Dilma, esse índice chega a 92%.

Lula diz que prioridade será eleger Dilma

Durante o encontro do PT que lançou seu nome como pré-candidata do partido à Presidência , Dilma reafirmou a pregação de um Estado forte. Em discurso, ele prometeu continuar "reaparelhando o Estado", em vez de "reconstruindo o Estado" como está escrito no texto original. E afirmou que a Petrobras e a CEF só não foram privatizadas porque o povo reagiu. Também presente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a sua prioridade neste ano é eleger Dilma como sua sucessora.

Enquanto Dilma aparece ao lado de Lula como pré-candidata do PT, Serra ainda não confirma oficialmente sua candidatura, apesar da pressão pública da direção do PSDB. O prazo para anunciar se disputa ou não as eleições deste ano termina no dia 2 de abril. Até lá, o PSDB tem de lidar com outra dificuldade: convencer o governador de Minas a ser o vice na chapa de Serra.

 

publicado por Levy às 03:20
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Demos-tucanos: privatistas e mentirosos

 

 

 

do Blog do Miro

 

O excelente vídeo acima, exibido no sítio “Os amigos do presidente Lula”, desmascara as mentiras dos líderes do PSDB e do DEM, que ficaram ofendidos com as críticas de Dilma Rousseff e juraram que nunca tiveram a intenção de privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e Furnas. Além de privatistas, tucanos, demos e sua mídia venal são mentirosos.

 

 


Zé Alagão já foi o Zé da Privatização

 

do Blog do Rovai

 

Ele vai ser candidato a presidente com o mote de que será o “cara” que vai melhorar a vida das pessoas, o “cara” que vai melhorar a área de saúde no Brasil.


Os tucanos já fizeram pesquisas qualitativas e definiram o mesmo mote que lhe deu a vitória contra Marta Suplicy. Acham que a imagem dele como ministro da Saúde foi muito forteeeee. 


Além disso, o ex-menino da Mooca não vai cansar de repetir “que o que é bom, nós vamos continuar, vamos melhorar. O que é ruim, nós vamos acabar. Eficiência, gestão, seriedade...” Ufa!

 
E em relação as privatizações, sabem o que Serra vai falar. Nada. Vai ficar bravo com jornalistas que fizerem perguntas sobre o tema. E vai tentar desqualificar Dilma, quando pensar em tratar do assunto. Importantíssimo por sinal.Talvez Serra não queira tratar mais dele porque já tenha dito muito a respeito.

 
Vejam essas duas imagens que pesquei no blogue do 
Douglas Yamagata depois de receber um email do Andre Lux.

 
As imagens são ótimas, mas os textos da Veja que você pode ler no blogue do Yamagata são melhores ainda.


 

 

Não deixem de ver o Blog do Douglas Yamagata, está ótimo!

publicado por Levy às 03:35
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A queda da Veja

 

 

publicado por Levy às 03:18
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Apoio a Luis Nassif

 Vamos dar nosso apoio e solidariedade ao maior blogueiro do Brasil

 

 

 

por Eduardo Guimarães

 

Acabo de ler, no blog de Luis Nassif, que ele foi condenado, em instância intermediária da Justiça, pela série de artigos que escreveu sobre a revista Veja.


Apesar de caber recurso da decisão, a solidariedade de amigos e leitores é importante. Ele, como tantos outros, vem travando uma luta que é de todos nós.


A solidariedade e o apoio precisam ser manifestados em comentários postados em seu blog.  Eu já fiz. Quem quiser fazer, é só clicar aqui.

publicado por Levy às 01:52
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Quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

Telebrás e Dirceu: Folha de S.Paulo, jornalismo cada vez pior

Do Vi o Mundo

 

por Luiz Carlos Azenha

 

Folha de S. Paulo acaba de tomar mais uma surra dos fatos. A denúncia que o jornal fez, em primeira página, com manchete de ponta a ponta, não resistiu nem mesmo ao ciclo de 24 horas. O tema parece confuso e, nesse caso, a confusão favorece o acusador.

 

O jornal apresenta uma fórmula simples no seu caldeirão de maldades: juntar uma bruxa (José Dirceu), o nome de um paraíso fiscal (Ilhas Virgens Britânicas), um dado chamativo (um empresário gastar 1 real para comprar participação em uma empresa) e mistura bem misturado com fantasias, como a lenda de que o negócio "renderia" ao empresário esperto um lucro de 200 milhões de reais (sem qualquer prova ou documentação, assim, no chute).

 

O problema é que as premissas da denúncia são falsas: 1) como esclareceu a Advocacia Geral da União, "a retomada desse patrimônio, por via judicial, não gerou direitos aos sócios da Eletronet ou qualquer outro grupo empresarial privado", ou seja, se José Dirceu recebeu 620 mil reais para gerar um lucro de 200 milhões de reais que não existe, ou ele é muito esperto, ou o empresário que pagou a ele para não ganhar nada é trouxa; 2) o ponto 7 da nota da AGU -- "a eventual reativação da Telebrás não vai gerar receitas ou direitos de crédito para a massa falida da Eletronet, seus sócios, credores ou qualquer grupo empresarial com interesses na referida massa falida" -- derruba a premissa da Folha de que a reativação da Telebrás pelo governo Lula de alguma forma beneficiará o empresário que pagou consultoria a José Dirceu.

 

Para além disso, notem o que disse a O Globo o secretário de Logística do Ministério do Planejamento:

estrutura.jpg

 

O que me leva a concluir:

1) A Folha errou inocentemente;

2) A Folha tem interesses escusos nos negócios da banda larga;

3) A Folha faz campanha eleitoral;

4) A Folha serviu ao DEM e ao PSDB para jogar uma cortina de fumaça no inferno astral de José Serra.

 

Façam suas apostas.

 

*****

 

do site da Advocacia Geral da União

 

Nota Pública sobre retomada de posse da rede de fibras ópticas pela Eletrobrás

A rede de fibras ópticas é de propriedade das empresas do sistema Eletrobrás e foi operada pela massa falida da Eletronet.

 

Data da publicação: 23/02/2010

Em atenção às notícias "Nova Telebrás beneficia cliente de Dirceu" e "Dirceu recebe de empresa por trás da Telebrás", veiculadas pelo jornal Folha de São Paulo na capa e página B1, com circulação no dia 23 de fevereiro, esclarece a Advocacia-Geral da União:

1) A União obteve, em reclamação apresentada pela AGU ao Tribunal Justiça do Estado do Rio de Janeiro, em dezembro de 2009, a retomada da posse das fibras ópticas do sistema de transmissão e distribuição de energia.

2) A rede de fibras ópticas é de propriedade das empresas do sistema Eletrobrás e foi operada pela massa falida da Eletronet mediante previsão contratual.

3) Para a retomada da posse, a Eletrobrás apresentou caução conforme determinação judicial proferida em junho de 2008.

4) A caução atenderá exclusivamente eventuais direitos de credores da Eletronet e não dos seus sócios.

5) A utilização que vier a ser dada à rede de fibras ópticas não beneficiará a massa falida da Eletronet, seus sócios, seus credores ou qualquer grupo empresarial privado.

6) A retomada desse patrimônio, por via judicial, não gerou direitos aos sócios da Eletronet ou qualquer outro grupo empresarial privado.

7) Eventual reativação da Telebrás não vai gerar receitas ou direitos de crédito para a massa falida da Eletronet, seus sócios, credores, ou qualquer grupo empresarial com interesses na referida massa falida.

Advocacia-Geral da União

 

*****

 

As reportagens às quais se refere a nota, publicadas no site do PPS:

23/02/2010


'Nova' Telebrás beneficia cliente de Dirceu

O ex-ministro e deputado cassado José Dirceu (PT) recebeu ao menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo.

O dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 pelo empresário Nelson dos Santos, dono da Star Overseas, companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. Em 2005, Santos comprara pelo valor simbólico de R$ 1 participação na empresa Eletronet.

Praticamente falida, a Eletronet era dona de 16.000 Ian de cabos de fibra óptica ligando 18 Estados, o que não cobria suas dividas, estimadas em R$ 800 milhões.

Após Santos contratar Dirceu, o governo decidiu usar as fibras ópticas da Eletronet para reativar a Telebrás e arcar sozinho com a caução judicial necessária para resgatar a rede, hoje em poder dos credores. Estima-se que o negócio renda ao empresário R$ 200 milhões.

Segundo Santos, o dinheiro pago a Dirceu não se destinou a lobby. O ex-ministro não quis comentar.

Dirceu recebe de empresa por trás da Telebrás


Petista foi contratado por ao menos R$ 620 mil por empresa beneficiada com reativação da estatal de telecomunicações. Empresa nas Ilhas Virgens Britânicas comprou por R$ 1 rede de fibras ópticas que será usada por Telebrás e pode ficar com R$ 200 mi

MARCIO AITH
JULIO WIZIACK


DA REPORTAGEM LOCAL

O ex-ministro José Dirceu recebeu pelo menos R$ 620 mil do principal grupo empresarial privado que será beneficiado caso a Telebrás seja reativada, como promete o governo.

O dinheiro foi pago entre 2007 e 2009 por Nelson dos Santos, dono da Star Overseas Ventures, companhia sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe. Dirceu não quis comentar, e Santos declarou que o dinheiro pago não foi para "lobby".

Tanto a trajetória da Star Overseas quanto a decisão de Santos de contratar Dirceu, deputado cassado e réu no processo que investiga o mensalão, expõem a atuação de uma rede de interesses privados junto ao governo paralelamente ao discurso oficial do fortalecimento estatal do setor.

De sucata a ouro

 

Em 2005, a "offshore" de Santos comprou, por R$ 1, participação em uma empresa brasileira praticamente falida chamada Eletronet. Com a reativação da Telebrás, Santos poderá sair do negócio com cerca de R$ 200 milhões.
Constituída como estatal, no início da decada de 90, a Eletronet ganhou sócio privado em março de 1999, quando 51% de seu capital passou para a americana AES. Os 49% restantes ficaram nas mãos do governo. Em 2003, a Eletronet pediu autofalência porque seu modelo de negócio não resistiu à competição das teles privatizadas.

Resultado: o valor de seu principal ativo, uma rede de 16 mil quilômetros de cabos de fibra óptica interligando 18 Estados, não cobria as dívidas, estimadas em R$ 800 milhões.

Diante da falência, a AES vendeu sua participação para uma empresa canadense, a Contem Canada, que, por sua vez, revendeu metade desse ativo para Nelson dos Santos, da Star Overseas, transformando-o em sócio do Estado dentro da empresa falida.

A princípio, o negócio de Santos não fez sentido aos integrantes do setor. Afinal, ele pagou R$ 1 para supostamente assumir, ao lado do Estado, R$ 800 milhões em dívidas.

Em novembro de 2007, oito meses depois da contratação de Dirceu por Santos, o governo passou a fazer anúncios e a tomar decisões que transformaram a sucata falimentar da Eletronet em ouro. Isso porque, pelo plano do governo, a reativação da Telebrás deverá ser feita justamente por meio da estrutura de fibras ópticas da Eletronet.

Outro ponto que espanta os observadores desse processo é que o governo decidiu arcar sozinho, sem nenhuma contrapartida de Santos, com a caução judicial necessária para resgatar a rede de fibras ópticas, hoje em poder dos credores.

Até o momento, Santos entrou com R$ 1 na companhia e pretende sair dela com a parte boa, sem as dívidas. Advogados envolvidos nesse processo estimam que, com a recuperação da Telebrás, ele ganhe cerca de R$ 200 milhões.

Um sinal disso aparece no blog de José Dirceu: "Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet, uma rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas, joint venture entre a norte-americana AES e a Lightpar, uma associação de empresas elétricas da Eletrobrás".

O ex-ministro não mencionou o nome de seu cliente nem sua ligação comercial com o caso. O primeiro post de Dirceu no blog se deu no mês de sua contratação por Santos, março de 2007. O texto mais recente do ex-ministro sobre o assunto saiu no jornal "Brasil Econômico", do qual é colunista, em 4 de fevereiro passado.

O presidente Lula manifestou-se publicamente sobre o caso em discurso no Rio de Janeiro, em julho de 2009: "Nós estamos brigando há cinco anos para tomar conta da Eletronet, que é uma empresa pública que foi privatizada, que faliu, e que estamos querendo pegar de volta", disse na ocasião.

Lula não mencionou que, para isso, terá de entrar em acordo com as sócias privadas da Eletronet, entre elas a Star Overseas, de Nelson dos Santos, que contratou os serviços de Dirceu.

Enquanto o governo não define de que forma a Eletronet será utilizada pela Telebrás, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) conduz uma investigação para apurar se investidores tiveram acesso a informações privilegiadas.

Como a Folha revelou, entre 31 de dezembro de 2002 e 8 de fevereiro de 2010, as ações da Telebrás foram as que mais subiram, 35.000%, contando juros e dividendos, segundo a consultoria Economática.

 

 *****

 

Do Blog do Dirceu:

 

Folha joga sujo para atacar plano de banda larga do governo e me atingir

 

Publicado em 23-Fev-2010

Fui surpreendido hoje com a manchete de 1ª página da Folha de S.Paulo (“Nova Telebrás beneficia cliente de Dirceu”), extraída da reportagem “Dirceu recebe de empresa por trás da Telebrás”, preparada sob encomenda para atingir dois objetivos:

1) atacar o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) do governo federal;

2) levantar suspeitas sobre minha participação em uma disputa que corre na Justiça do Rio de Janeiro, entre os credores da empresa Eletronet, seus sócios privados e o governo, pelo controle do ativo de 16 mil km de fibras ópticas.

Uma disputa, repito, judicial, sobre a qual nem eu nem qualquer cidadão tem condições de interferir. Exista ou não o PNBL e a reorganização da Telebrás, os credores, os proprietários da Eletronet e o governo federal terão que responder pelos passivos e ativos da Eletronet. E cada um poderá ser prejudicado ou beneficiado.

Há que se lembrar que já existe liminar favorável ao governo, concedida pela Justiça do Rio determinando a reintegração de posse de parte dos ativos da Eletronet (as fibras “apagadas” ou não utilizadas atualmente) a empresas do grupo Eletrobrás. Logo, sugerir que minha atuação na consultoria que dei sobre rumos da economia na América Latina tenha algo a ver com uma possível decisão que não cabe ao governo, mas ao Poder Judiciário, é uma ilação descabida e irresponsável do jornal.

Ligar meu nome ao PNBL e a um suposto favorecimento de um dos proprietários da Eletronet apenas porque dei consultoria a ele é típico da Folha, que já vinha atacando o Plano com a teoria conspiratória de que o vazamento de informações privilegiadas sobre ele tem feito subir os preços das ações da Telebrás. O jornal já vinha insinuando que haveria cumplicidade de ONGs e mesmo de membros do governo.

Agora me acusa de estar por trás da criação da Telebrás e, pior, favorecendo uma empresa privada para a qual dei consultoria legal e registrada em contrato. Saí do governo há quase cinco anos. Não tenho impedimento para dar consultorias e não há nada que me ligue a qualquer intervenção ou ação do Executivo federal. Os responsáveis pela ação judicial e pelo PNBL são testemunhas de minha não participação ou intervenção na definição da política da União.

Como em todas as questões importantes do país, manifesto minha posição publicamente em meu blog ou na imprensa. A Folha esconde que meu primeiro comentário no blog é uma reprodução de um post de um site especializado e que o segundo é um artigo de opinião, que não contém nada de comprometedor. Mais do que isso, a Folha finge não entender que minhas opiniões manifestadas no blog e no artigo são contrárias aos interesses das empresas privadas envolvidas no caso Eletronet, e favoráveis à política do governo.

Lamento mais uma vez que meu nome seja envolvido em suspeições e reservo-me o direito de me defender e de não recuar de minha atuação, seja como advogado, seja como militante político.

publicado por Levy às 03:10
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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

Organizações Globo se impacientam com Serra e procuram um "plano B"

Do APL

 

As Organizações Globo dão sinais de impaciência com a candidatura de José Serra (PSDB/SP) e sinalizam ao "mercado" político demo-tucano que as portas do apoio político-midiático estão abertas para um plano B.

Parece começar a formar consenso dentro das redações de que com Serra as chances são mínimas, então seria melhor partir para um Plano B, quando poderia haver alguma chance, ao criar um fato novo.

Só isso explica a liberação de colunistas para fazer artigos dando uma guinada de 180º em suas opiniões e análises.

Dois artigos dão mostras de que as Organizações Globo mostram interesse na desistência de José Serra (PSDB/SP) ao Planalto. 

O blogueiro José Ricardo Delgado [Noblat], foi liberado para escrever uma nota, "Sina de formiga", que poderia ser entitulada como "Tchau, Serra!". 

Uma frase na nota resume tudo: "... José [Serra] só vencerá a eleição se Dilma conseguir perder para ela mesma."

Nesta mesma segunda-feira, a colunista da CBN, Lucia Hic'politRo, escreveu uma nota sóbria: "O inferno astral de Serra". Na nota, deixa escapar verdades como:

"... Estacionado nas pesquisas em 35%, pouco mais ou pouco menos, Serra desperta suspeitas, até entre tucanos de alta plumagem, de que tenha atingido seu teto...

... Primeiro, São Paulo se afoga numa enchente atrás da outra, com mortos, desabrigados, desalojados. E explicações esfarrapadas.

Depois, o escândalo do mensalão do DEM sepultou de vez as articulações já iniciadas para fazer de José Roberto Arruda vice de Serra. ...

Quanto ao vice, desmoronado o sonho de Arruda, todo mundo se volta para Aécio Neves, que foge do assunto como o diabo da cruz. Prepara-se para disputar o Senado.

E agora, como se não bastassem todos esses problemas, a Justiça ELeitoral cassa o mandato do prefeito Gilberto Kassab e sua vice, Alda Marco Antonio, por recebimento de doações ilegais na campanha de 2008.

Doações de concessionárias de serviço público ou de empresas ligadas a elas, e de sindicatos...

Mas é uma encrenca de bom tamanho para o governador Serra, porque desarruma ainda mais a sua "casa" e é um prato cheio para a oposição a ele."

Resumindo: São assuntos que Serra não quer nem ouvir falar, e faz tudo para abafar na imprensa. Se a Globo começa a contrariar Serra, é porque deixa de apostar suas fichas na candidatura dele.

publicado por Levy às 02:37
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As estradas que tem os pedágios mais caros do mundo

Do Conversa Afiada

 

marechal2

 

O CAf reproduz o email do amigo navegante Antonio:

Envio fotos tiradas nos últimos quinze dias nas rodovias Marechal Rondon e Washington Luiz a mais de 250km da capital. São rodovias privatizadas e todas as demais estão no mesmo estado e têm cobrança de pedágio. Há um texto que resume muitos pontos desta negociata. Enviei à Artesp e até agora não obtive resposta.

Não sou contra o pagamento do pedágio, mas deveríamos pagar valores razoáveis, como os que são cobrados nas federais privatizadas, exceto pela Dutra que também está na mão da CCR.

Permaneço à disposição

Atenciosamente

Antonio Eduardo Kulaif

Veja abaixo as fotos:

 

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Fotos de Antonio Kulaif

publicado por Levy às 02:27
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Sou um cidadão brasileiro que resolveu se aventurar na blogosfera por não aguentar mais a "ditadura da mídia". O título do blog “BRAZIL 21” é uma referência as grandes mudanças que estão ocorrendo no Brasil neste início de século, mudanças que arremessam o país as primeiras posições entre os grandes países do mundo dentro de uma ou duas décadas e Brasil com "z" pelo grande sucesso e reconhecimento que está tendo no exterior, mundo afora.

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