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Terça-feira, 6 de Julho de 2010

Vamos ajudar o MSM - Movimento dos Sem-Mídia

Do Blog da Cidadania

 



 

Por Eduardo Guimarães

 

Em 2007, com leitores do meu antigo blog, o Cidadania.com, fundei o Movimento dos Sem Mídia. Na visão que tive, a organização se justificaria pelas amplas possibilidades de reação à direita brasileira que apresentava. Juro que enxerguei tudo o que a ONG faria e que efetivamente fez. E tentei cumprir a missão da melhor forma possível.

De lá para cá, o MSM fez o primeiro ato público não-partidário, não sindicalizado, não-corporativo envolvendo centenas de pessoas para protestarem diante de um grande meio de comunicação contra distorções de notícias e fatos.

Aquele foi o primeiro de vários outros atos, que culminaram com o da Ditabranda, que levou cerca de cinco centenas de cidadãos, espontaneamente, para protestarem contra a teoria da Folha de que a ditadura militar brasileira teria sido branda, o que fez aquele jornal recuar da teoria em suas próprias páginas, tendo sido obrigado a citar o MSM e o ato que promoveu.

Mais recentemente, o MSM, depois de várias outras ações, representou ao Ministério Público Eleitoral contra os quatro maiores institutos de pesquisa do país pedindo auditoria de suas sondagens sobre a sucessão presidencial e obteve a anuência da instituição à sua tese, o que, com posterior apoio expresso no antigo blog Cidadania.com de mais de dois mil internautas de todas as partes do país e até de outros países, gerou inquérito que segue correndo na Polícia Federal.

O Movimento dos Sem Mídia é uma conquista da sociedade civil. Um marco, um instrumento que precisa sobreviver e, na pior das hipóteses, crescer e se institucionalizar.

Falta-nos, porém, os meios. Dependemos apenas deste blogueiro e de mais alguns pouquíssimos filiados à organização, os quais, abnegadamente, arcam sozinhos com a atividade da ONG. Agora mesmo, precisamos ir a Brasília ou conseguir um advogado por lá para agir contra falsificadores de pesquisas.

Mas precisamos nos organizar, precisamos de apoio, precisamos de filiados. Precisamos, portanto, fazer uma Assembléia física e virtual.

Seria uma Assembléia em que compareceriam os membros filiados e outros que quiserem se filiar, e que seria transmitida por streaming (web TV) para outras partes do país. Já fizemos coisa parecida em 2007, quando fundamos o MSM, mas não havia tecnologia para transmitir o evento pela internet como há hoje, de forma que outros de outras partes do país pudessem participar, votar, ajudar-nos a deliberar e a planejar.

Enfim, o MSM precisa optar entre morrer de inanição ou se fortalecer e se institucionalizar, para continuar lutando. Para a segunda hipótese, temos que nos reunir, os que tiverem interesse em integrar esse esforço da sociedade civil. Mas, sozinho, não tenho mais como avançar.

Neste momento, precisamos de um advogado em Brasília, pelo menos. O MSM não tem condições de enviar para lá o seu diretor jurídico. E estamos deixando de agir contra falsificadores de pesquisas por falta do mínimo de condições. Desta maneira, esperamos que surja esse advogado com uma certa urgência, ou morreremos na praia.

É preciso fortalecer o MSM e fazê-lo crescer, pois ele se tornou menor do que as suas possibilidades. É chegada a hora, portanto, de apresentar à sociedade esta questão. Precisamos de que pessoas se unam a nós não apenas no apoio retórico.

Se não fortalecermos o MSM, ele morre. Não tenho mais como continuar sozinho. Estou exaurido entre o meu trabalho remunerado e profissional, este blog e a ONG, sem falar dos dramas pessoais que todos conhecem. No último domingo, passei mal. Fui baixar no hospital com cólicas renais, aos berros. O médico disse que estou estressado…

Só lhes conto isso porque estou no meu limite. Não dá mais para fazer tanta coisa ao mesmo tempo, e praticamente sozinho.

Desta forma, só me comprometo a atuar sozinho em mais este caso das pesquisas. Se não aparecer ajuda, darei um jeito de continuar só mais esta ação, porque não vou deixar o PIG vencer, mas, depois, pararei com as atividades da ONG. Ainda farei o blog, mas não terei como continuar com o ativismo político.

Estou cansado, minha vida está complicada, tenho problemas pessoais graves. Não é justo com a minha família e com a minha própria saúde, da qual a família depende. Espero que me compreendam. E espero não ver o MSM morrer.


publicado por Levy às 04:25
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Sexta-feira, 2 de Julho de 2010

Serra recomenda “discrição com amantes”

Do Tijolaço.com

 

 

Eu, como político jovem, penso em que tempo vive o Serra. Ideologicamente discordo dele sobre o projeto de país, a relação com os nossos vizinhos e o Mercosul, a visão dos movimentos sociais, o papel do Estado, enfim em praticamente tudo. Mas agora o tucano me surpreende até em matéria de comportamento e do papel da mulher.

Li na Folha que ao contar conversa com Índio da Costa que teve por telefone – provavelmente para se apresentarem -, Serra ouviu do seu inacreditável candidato à vice que ele tinha uma namorada mas não tinha amantes.

O detalhe desnecessário poderia ter morrido na conversa entre os dois, mas Serra fez questão de contá-lo e ainda revelou a sugestão que deu ao jovem Índio, provavelmente do alto de sua experiência: “Eu até disse, também não precisa exagerar. O que tem que ser é uma coisa discreta.”
E ainda reforçou: “Não estou aqui pregando pular cerca no casamento, mas também não precisa exagerar.”

Nenhuma palavra sobre uma troca de impressões políticas, mas a revelação de um pensamento conservador em relação às mulheres. Serra parece ainda ver a mulher no século 19, restrita às tarefas do lar e se fazendo de cega ao machismo do marido. Parece não compreender que a mulher já se libertou há muito tempo, trabalha em igualdade de condições com o homem e assume uma relação de igualdade com seus parceiros.

Ao fazer um comentário impróprio no passado, levou uma descompostura de Xuxa, que posto em vídeo acima para os que não viram.

O que deve incomodá-lo é que uma mulher está prestes a assumir um cargo que ele jamais ocupou e que com a derrota que se avizinha em outubro, jamais ocupará.

publicado por Levy às 03:00
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Escolha de Índio para vice é uma temeridade

Ricardo Kotscho

 

***

Um pequeno detalhe parece ter escapado das análises publicadas nesta quinta-feira sobre a indicação do deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ), que não conheço e de quem nunca havia ouvido falar, para vice do candidato tucano José Serra.

E se Serra ganhar e, por algum motivo de força maior, for obrigado a se afastar temporária ou definitivamente da Presidência da República?

Sem entrar no mérito eleitoral da escolha, se o jovem Índio vai ou não agregar votos ao candidato, escolhido no sufoco já na prorrogação do monumental imbroglio demo-tucano dos últimos dias, o fato é que vice existe exatamente para assumir o cargo no caso de impedimento do titular.

Até ontem, no começo da tarde, quando seu nome foi anunciado, alguém poderia imaginar Índio da Costa sentado na cadeira de presidente da República do Brasil?

O mínimo que se pode dizer desta escolha é que se trata de uma temeridade. A história recente do Brasil está repleta de casos de vices que se tornaram presidentes: Café Filho, João Goulart, José Sarney, Itamar Franco, entre os que me lembro.

Mesmo em tempos de calmaria política, José Alencar, o atual vice-presidente, já ocupou mais tempo a cadeira de presidente da República, em substituição a Lula, do que o renunciante Jânio Quadros, por exemplo. Aos 68 anos, José Serra joga a sua última cartada para chegar ao ambicionado cargo.

Será que nos quadros do PSDB, do DEM, do PPS e do PTB, os partidos aliados da oposição, não havia nenhum outro nome com uma história política um pouco mais conhecida e confiável do que a de Índio da Costa, deputado federal em primeiro mandato, ex-vereador, cria do ex-prefeito Cesar Maia, de quem foi “prefeitinho” do Parque do Flamengo e secretário municipal, antes de chegar a Brasília?

Pelo noticiário que li ontem e hoje, nem o candidato José Serra o conhecia direito, tendo conversado com seu companheiro de chapa durante apenas 15 minutos, uma única vez.

Se as próprias lideranças aliadas reunidas em brasília se mostraram surpresas com a escolha do nome de Índio, pode-se imaginar o espanto dos eleitores fora da cidade do Rio de Janeiro.

A questão nem é sua pouca idade _ ficamos sabendo que Índio tem 39 anos _ , argumento usado para dar um aspecto mais jovial à chapa, mas o fato de as pessoas terem recorrido ao Google, que bateu recorde de consultas, segundo meu colega blogueiro Ricardo Noblat, para saber de quem se tratava.

Estava pensando como os líderes demo-tucanos chegaram a um consenso em torno do seu nome, depois de dias, noites e madrugadas de reuniões. De quem teria partido a idéia?

Ao ler esta manhã uma das muitas matérias da Folha sobre o assunto, descobri no meio de uma delas que Luiz Gonzalez, o todo-poderoso marqueteiro da campanha tucana, participou das conversas e foi decisivo para a escolha de Índio.

Lembrei-me imediatamente do processo de indicação de Celso Pitta para a sucessão de Paulo Maluf na prefeitura paulistana.

Sem um nome que impusesse uma candidatura de consenso, Maluf encarregou seu então marqueteiro Duda Mendonça de encomendar pesquisas para encontrar o melhor nome para a ocasião.

Para surpresa dos coordenadores da campanha, Duda incluiu nas pesquisas qualitativas o nome de Pitta, de quem ninguém havia cogitado antes, para ver quem poderia ser o candidato de Maluf.

E concluiu que o melhor perfil era o do obscuro e pouco conhecido secretário de Finanças, para criar um fato novo na eleição.

E Celso Pitta, já falecido, um forasteiro na política paulistana, foi eleito prefeito. O final da história, no entanto, não foi dos mais felizes, como sabemos.

publicado por Levy às 02:46
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Quinta-feira, 1 de Julho de 2010

Procura-se uma oposição séria

Blog da Cidadania

 

É espantoso que PSDB, PFL e seu aparato midiático tenham confundido o recall (lembrança de um político pelo eleitorado) de Serra com força eleitoral do tucano.

Pesquise-se a blogosfera progressista e se encontrarão centenas de análises de que o que o tucano tinha não era nada mais do que confusão do eleitorado entre um nome conhecido (o de Serra) e o candidato que Lula apoiaria.

Contudo, os péssimos analistas políticos da oposição e da mídia simplesmente se negaram a enxergar o fato. Talvez por continuarem acreditando que se mantinha vigente o poder de persuasão que essa mídia deixou de ter após a catástrofe que foi o segundo governo FHC, devido ao eleitorado ter entendido que foi induzido ao erro de votar no tucano em 1998, pois a manutenção do real valorizado, que ele prometera, era uma farsa.

Outro erro da direita midiática foi abusar da invenção de escândalos para desmoralizar Dilma e Lula. Estão em curso estudos acadêmicos sobre o tsunami de escândalos inventados ou irracionalmente vitaminados que se abateu sobre o país a partir de 2005.

Outro grande erro da aliança entre a oposição e a mídia foi deixarem ver que um governo Serra poderia se constituir em uma verdadeira ditadura. Os setores verdadeiramente politizados da sociedade se assustaram com um governo que, como o de FHC, iria pairar acima do bem e do mal simplesmente porque, não tendo imprensa para fiscalizá-lo, poderia cometer atrocidades como as que cometeu o governo tucano entre 1995 e 2002.

Andei refletindo sobre o seguinte: por que um poder econômico tão gigantesco quanto esse que apóia Serra, dotado de toda a grande imprensa e dos mais poderosos grupos empresariais do país, não conseguiu um único analista que lhe dissesse para onde caminhava o projeto político conservador?

Não havia um analista que lhes dissesse que através da escandalização do nada não só não conseguiriam impedir que um governo tão popular fizesse seu sucessor como também estavam expondo que Serra era o candidato encarregado de manter a desigualdade no país?

Claro que havia. Não faltam analistas capacitados em uma coalizão política tão poderosa, do ponto de vista econômico e institucional. O que faltou foi coragem para contrariarem os caciques tucanos e pefelês, os barões da mídia, o mega empresariado e a elite branca em si.

É aquela velha história de monarcas enlouquecidos pelo poder absoluto trucidarem mensageiros portadores de más notícias. Foi medo dos analistas lúcidos de serem mal-interpretados pela elite midiática ao sugerirem comedimento na proteção da mídia a Serra e na difamação de Dilma e de Lula.

Os dois maiores atos irracionais em favor de Serra certamente serão estudados pela ciência social do futuro: a ficha policial falsificada de Dilma e a acusação a Lula de que teria sido um maníaco sexual que tentou estuprar um adolescente.  Não me lembro de outro país em nosso estágio de importância e de desenvolvimento em que a oposição tenha tentado algo parecido.

Não sei até que ponto os agentes políticos já mensuraram, inclusive, o custo da campanha de difamação contra Lula e Dilma. Se calcularmos o custo do tempo de tevê e de rádio e dos espaços intermináveis na imprensa escrita que foram usados para atacar os petistas, chegaremos a cifras espantosas. Não me espantaria se chegassem aos bilhões de reais…

E o que mais impressiona é que não vejo o menor sinal de que os partidos e os meios de comunicação de direita estejam sequer cogitando interromperem a estratégia de desmoralizarem os adversários para se concentrarem em tentar oferecer alguma proposta ao eleitorado sobre o que Serra poderia fazer de realmente melhor.

A aposta tucano-midiática, ao menos até o dia da eleição em primeiro turno, não tenho dúvida de que será a de produzir mais do mesmo, ou seja, mais denúncias, mais pseudo escândalos, mas ridicularizações e desqualificações da candidata governista. E não haverá, nesse grupo político alucinado, quem tenha coragem de sugerir mudança de rota.

Aliás, penso que a estratégia permanecerá a mesma em um cada vez mais possível governo Dilma Rousseff.

O Brasil precisa de uma imprensa e de uma oposição sérias, mas não tem e não deverá ter por ainda muito tempo. A sociedade brasileira está dependendo de que tenha no poder bons governos como o de Lula. Se votarmos errado, como fizemos em São Paulo (na capital e no Estado), teremos que amargar governos ruins perpetuando-se no poder.

publicado por Levy às 06:32
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O novo vice de Serra

do portal R7

 

Andrea Gouvêa critica indicação de deputado Índio da Costa para chapa presidencial

 

Ex-colega de Índio da Costa (DEM-RJ) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, a vereadora do PSDB Andrea Gouvêa Vieira recebeu com indignação a notícia de que o deputado federal será o vice de José Serra (PSDB) na disputa presidencial. Para Andrea, a campanha tucana escolheu um “ficha suja”para o posto.

Em seu segundo mandato no legislativo carioca, Andrea foi relatora da CPI na Câmara que investigou irregularidades nos contratos de merenda escolar na cidade na época em que Índio ocupou a Secretaria de Administração (2001 a 2006).

No relatório, Andrea vê indícios de formação de quartel e pede a quebra de sigilo fiscal dos envolvidos ao Ministério Público Estadual. Procurada pela reportagem, a assessoria de Índio não retornou o contato até a publicação da notícia para comentar as acusações.

- O que eu penso do candidato Índio da Costa está refletido neste relatório da CPI. Houve direcionamento no resultado da merenda escolar. A conduta dele não é uma conduta de Ficha Limpa.

É justamente o projeto Ficha Limpa uma das principais bandeiras políticas de Indio, que foi um dos relatores do projeto na Câmara dos Deputados.

A vereadora do Rio, porém, também critica a postura pessoal de Indio da Costa, que, na opinião dela, é “arrogante e prepotente”.

- É uma pessoa que é arrogante, prepotente, que aqui no mundo político do Rio de Janeiro não é popular, um nome que poucos sabem quem é e tem dificuldade de transitar.

Andrea disse que até tentou, mas não teve tempo de avisar a cúpula tucana sobre o que pensa de Índio e credita a indicação do deputado como um “golpe de mestre” do presidente do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), que neste ano deve tentar a reeleição. Segundo a vereadora, Indio poderia atrapalhá-lo ao dividir os votos para deputados do DEM no Estado.

- Não consigo ver como ele agrega. Até poderia dizer que, nesses circunstâncias, é um nome que não cheira, nem fede. Para mim fede. Ele não é um nome sem rejeição, ele tem rejeição.

A indicação de Índio colocou um fim na crise instaurada na aliança entre PSDB e DEM pela candidatura de Serra. Após os tucanos indicarem Alvaro Dias para a vaga de vice, houve protestos na cúpula do DEM, que fez questão que um nome do partido ocupasse o posto.

 


publicado por Levy às 06:14
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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

Tijolaço: Rede convoca Dia Sem Globo; Viomundo informará audiência

 

Leia e participe da Enquete UOL De que lado você está na "guerra" entre Globo e o técnico Dunga?

 

 

Viomundo

 

22 de Junho de 2010 – 11h46
Campanha convoca boicote à TV Globo em jogo do Brasil na Copa


Esta madrugada “bombou” no twitter a palavra de ordem #diasemglobo, que estimula as pessoas a verem o jogo entre Brasil e Portugal, sexta-feira, em qualquer emissora que não a Globo. Não é uma campanha de “esquerdistas”, de “brizolistas”, de “intelectuais de esquerda”. É a garotada, a juventude.


Por Brizola Neto, no blog Tijolaço, via Vermelho


Também não é uma campanha inspirada na popularidade de Dunga, que nunca tinha sido nenhuma unanimidade nacional. Na verdade, isso só está acontecendo porque um episódio sem nenhuma importância — um técnico de futebol e um jornalista esportivo terem um momento de hostilidade — foi elevado pela própria Globo à condição de um “crime de insubordinação” inaceitável por ela.


As empresas Globo ontem, escandalosamente, passaram o dia pressionando a Fifa por uma “punição” a Dunga. Atônitos, os oficiais da Fifa simplesmente perguntavam: “mas, por que?”


A edição do jornal do grupo Globo, hoje, só não beira o ridículo porque mergulha nele, de cabeça. O ódio a qualquer um que não abaixe a cabeça e diga “sim, senhor” a ela é tão grande que ela não consegue reduzir o episódio àquilo que ele realmente foi — uma bobagem insignificante.


Não, ela se levanta num arreganho autoritário e exige “punição exemplar” para técnico da seleção. Usa, logo ela, uma emissora de tanta história autoritária e tão pródiga em baixarias, a liberdade de imprensa e os “bons modos” como pretextos, como se isso ferisse seus “brios”.


Há muita gente bem mais informada do que eu em matéria de seleção que diz que isso se deve ao fato de Dunga ter cortado os privilégios globais no acesso aos jogadores. E que isso lhe traria prejuízos, por não “alavancar” a audiência ao longo do dia.


Lembrei-me daquele famoso direito de resposta de Brizola à Globo, em 1994.

Não reconheço à Globo autoridade em matéria de liberdade de imprensa, e basta para isso olhar a sua longa e cordial convivência com os regimes autoritários e com a ditadura de 20 anos que dominou o nosso país.


Todos sabem que critico há muito tempo a TV Globo, seu poder imperial e suas manipulações. Mas a ira da Globo, que se manifestou na quinta-feira, não tem nenhuma relação com posições éticas ou de princípios.É apenas o temor de perder o negócio bilionário que para ela representa a transmissão do Carnaval. Dinheiro, acima de tudo.


Pois o arreganho autoritário da Globo, mais do que qualquer discurso, evidenciou a tirania com que a emissora trata o evento esportivo que mais mobiliza os brasileiros mas que, para ela, é só um milionário negócio.


Dunga não é o melhor nem o pior técnico do mundo, nunca foi um ídolo que empolgasse multidões. A sociedade dividia-se, como era normal, entre os que o apoiavam, os que o criticavam e os que apenas torciam por ele e pela seleção.


A Globo acabou com esta normalidade. Quer apresentá-lo como um insano, um louco incontrolável. Nem mesmo se preocupa com o que isso pode fazer no ambiente, já naturalmente cheio de tensões, de uma seleção em meio a uma Copa do Mundo. Ela está se lixando para o resultado deste episódio sobre a seleção.


De agora em diante, a Globo fará com Dunga como que fez, naquela ocasião, com a Passarela do Samba, como descreveu Brizola naquele “direito de resposta”: “quando construí a passarela, a Globo sabotou, boicotou, não quis transmitir e tentou inviabilizar de todas as formas o ponto alto do Carnaval carioca.”

Vocês verão – ou não verão, se seguirem a campanha #diasemglobo – como, durante o jogo, os locutores (aquele um, sobretudo) farão de tudo para dizer que a Globo está torcendo para que o Brasil ganhe o jogo. Todo mundo sabe que, quando se procura afirmar insistentemente alguma coisa que parece óbvia, geralmente se está mentindo.


Eu disse no início que esta não é uma campanha dos políticos, dos intelectuais, da “esquerda” convencional. Não é, justamente, porque estamos, infelizmente, diante de um quadro em que a parcela politicamente mais “preparada” da sociedade desenvolveu um temor reverencial pelos meios de comunicação, Globo à frente.


Políticos, artistas, intelectuais, na maioria dos casos – ressalvo as honrosas exceções – têm medo de serem atacados na TV ou nos jornais. Alguns, para parecerem “independentes e corajosos”, até atacam, mas atacam os fracos, os inimigos do sistema, os que se contrapõem ao modelo que este sistema impôs ao Brasil.


Ou ao Dunga, que acabou por se tornar um gigante que nem é, mas virou, com o que se faz contra ele. Eu não sei se é coragem ou se é o fato de eu ser “maldito de nascença” para eles, mas não entro nessa.


O que a juventude está fazendo é o que a juventude faz, através dos séculos: levantar-se contra a tirania, seja ela qual for. Levantar-se da sua forma alegre, original, amalucada, libertária, irreverente e, por isso mesmo, sem direção ou bandeiras “certinhas”, comportadas, convencionais.


A maravilha do processo social aí está. Quem diria: um torneio de futebol, um técnico, uma rusga como a que centenas ou milhares de vezes já aconteceu no esporte, viram, de repente, uma “onda nacional”.


Uma bobagem? Não, nada é uma bobagem quando desperta os sentimentos de liberdade, de dignidade, quando faz as pessoas recusarem a tirania, quando faz com que elas se mobilizem contra o poder injusto. Se eu fosse poeta, veria clarins nas vuvuzelas.


Essa é a essência da juventude, um perfume que o vento dos anos pode fazer desaparecer em alguns, mas que, em outros, lhes fica impregnado por todas as suas vidas. E a ela, a juventude, não derrotam nunca, porque ela volta, sempre, e sempre mais jovem. E é com ela que eu vou.


PS: A colaboração do Viomundo será o compromisso de informar em primeira mão o resultado da audiência da transmissão do jogo; a Globo deu 45 pontos de média no primeiro jogo e 41 pontos no segundo, contra 10 pontos da TV Bandeirantes.

 

publicado por Levy às 03:08
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DUNGA em: Um Dia de Fúria!

 

publicado por Levy às 02:36
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Terça-feira, 22 de Junho de 2010

A cobertura de Lula em Israel

Coluna Econômica - 22/06/2010 - Luis Nassif


Guila Flint é brasileira, filha de judeus poloneses e mora desde 1969 em Israel – para onde se mudou menor de idade. Nos últimos anos tornou-se conhecida como respeitada correspondente em Israel pela BBC Brasil. Frequentemente passa boletins para a BBC Brasil e para a CBN.

Na viagem de Lula a Israel, coube a Guila o momento mais curioso. Com praticamente toda a cobertura falando em vexames, em erros de Lula, Guila passou uma informação até então inédita: a viagem tinha sido um sucesso.

De férias por aqui, Guila considera que o Brasil conseguiu uma relevância única na região. Passou a ter uma dimensão similar ao das grandes potências e a ser visto efetivamente como fator de conciliação.

Em parte, se deve ao carisma de Lula. Na visita a Jerusalem, o trajeto até a embaixada estava coberto por bandeiras brasileiras – algo inédito na visita de governantes estrangeiros.

O mais respeitado jornal israelense, o Haaretz, dedicou cinco páginas a Lula, dois no caderno principal – onde foi chamado de “profeta do diálogo” -, dois no caderno econômico, com ampla cobertura sobre a  economia brasileira.

Parte relevante desse sucesso se deveu ao trabalho do Itamarati, diz Guila. Antes da visita, o chanceler Celso Amorim esteve várias vezes em Israel explicando a posição do Brasil, principalmente depois de ter abrigado uma reunião da Cúpula Árabe.

Na visita a Lula, houve a preocupação de um absoluto equilíbrio entre Israel e Palestina. Em geral, governantes ficam em Israel e fazem uma breve visita à Palestina. Lula ficou um dia e meio em cada parte, hospedou-se em um hotel nos dois lados.

Do lado israelense, colocou flores no monumento ao Holocausto e no túmulo do soldado desconhecido. Recusou a armadilha de colocar flores no túmulo do fundador do Estado de Israel, Theodor Herzi, por não constar do roteiro original negociado entre as duas chancelarias. “Era uma armadilha do chanceler israelense”, diz Guida. “que achava que podia dar um passa-moleque em um país de botocudos. E acabou quebrando a cara”.

Do lado palestino, Lula colocou flores no túmulo de Arafat. A isonomia de tratamento evitou desgastes de lado a lado. “Na Palestina, Lula é visto quase como um libertador”, conta Guida. “A ponto de inaugurarem uma Rua do Brasil em frente o cemitério onde está Arafat”.

Por todo esse impacto da viagem, Guida estranhou a cobertura dada por correspondentes brasileiros à visita. Assim com tem estranhado a cobertura dada ao país. “Em todos os grandes jornais estrangeiros se percebe uma imensa aposta no Brasil, nas mudanças que estão ocorrendo”, diz ela. “Agora mesmo, em visita ao Brasil, percebi diferenças enormes. Mas pelos grandes jornais, parece que o país está indo para trás”.

Embora todos os grandes jornais mundiais estejam passando por crises variadas e a presença da Internet imponha mudanças, Guia considera que por aqui o impacto das mudanças foi maior. Talvez devido à excessiva politização da cobertura.

 

publicado por Levy às 18:20
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Sábado, 19 de Junho de 2010

FIFA elimina o Morumbi e Serra põe a culpa no Lula

Do site Conversa Afiada

 

Blatter se esqueceu de dizer que os tucanos de São Paulo não se incluem no Brasil

 

O editorial do Estadão, “São Paulo e a Copa”  – clique aqui para ler – é claro: a culpa é do Lula, que não botou dinheiro em SP.

Na colona (*) que o Otavinho da Folha (**) cede provisoriamente à Monica Bérgamo, na seção Ilustrada – clique aqui para ler -  o Governador José Serra (pela voz de seu vice) diz que eles (leia-se Lula) “é que foram irresponsáveis de atrair a Copa sem dar condições às cidades para sediá-la.”

Ou seja, a culpa é do Lula.

Primeiro, porque trouxe a Copa para o Brasil.

Um horror !

Como é que um paiseco desses, um país de vira-latas (até que os tucanos de São Paulo voltem ao poder) ousa sediar uma Copa do Mundo ?

E trazer a Olimpíada para o Rio ?

Um horror !

(Se ainda fosse para São Paulo …)

Para Serra, Lula tinha que construir um estádio novo e dar de presente ao Serra.

O Morumbi apresentou à FIFA seis, SEIS ! , projetos diferentes para se salvar.

Seis porcarias.

Quando precisava apresentar as garantias bancárias para financiar a construção do quinto projeto, em vez disso apresentou um sexto projeto.

Serra fez assim: a Copa é um problema do Lula e ele que se vire.

Só que, na verdade, a locomotiva de São Paulo é que enferrujou.

(Clique aqui para ler artigo de Pochmann na Folha sobre como os tucanos detonaram São Paulo)

Enferrujou nas mãos do Serra.

O Serra que, impropriamente, na saída de um encontro com Joseph Blatter, presidente da FIFA, disse que Blatter tinha dito que a Copa ia abrir no Morumbi.

Evidentemente, logo depois Blatter o desmentiu.

(O Serra diz qualquer coisa. Como dizer na tevê que ampliaria o Bolsa Família se fosse – porque não será – presidente. Por que ele não fez um Bolsa Família quando governou a cidade e o Estado de São Paulo ? )

O Governo (?) Serra não teve competência para tornar São Paulo competitivo.

E agora vem botar a culpa no Lula.

Não tem jeito: a elite de São Paulo não se vê dentro do Brasil.

A Revolução de 32 pode estourar a qualquer momento.

E Vargas vencerá, de novo.

Quando a Copa abrir no Mineirão (alguém acredita nessa história de Pirituba ?), se fará um minuto de silêncio pelos tucanos de São Paulo.


publicado por Levy às 05:25
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Só São Paulo salva o tucanato. Ou salvava?

Do blog Tijolaço.com



O artigo de Maria Inês Nassiff, publicado hoje pelo Valor Econômico, chama a atenção para um fenômeno interessante; a decadência dos tucanos em todo o Brasil. Paulo Henrique Amorim chamou a atenção para a matéria, mas ela é exclusiva para assinantes do jornal e, por isso, reproduzo alguns trechos.


Ela diz que desde 2002,   “o partido de José Serra iniciou uma queda ininterrupta na sua bancada federal, que tem sido atenuada pelo desempenho eleitoral no mais rico – e mais denso eleitoralmente – Estado da Federação. São Paulo é a sua âncora eleitoral possivelmente porque é o único Estado onde se criou uma ligação propriamente orgânica do partido com o eleitorado. A parcela do eleitorado paulista que vota no PSDB está escolhendo um projeto político e ideológico identificado com o partido.”


E exemplifica:


“No Sudeste, elegeu 43 deputados, em 1998; viu esse número cair, em 2002, para 26, ano que o PSDB perdeu o governo federal; em 2002, esse número subiu para 29, mas graças a São Paulo. Em Minas, obteve 17,5% dos votos para a Câmara em 1994, atingiu 24,4% nas eleições seguintes e caiu para 14,8% em 2002, índice rigorosamente mantido em 2006. O PSDB perdeu bancada federal no Rio desde 1998 – naquele ano, elegeu 11 deputados, em 2002 fez apenas 5 e, em 2006, 3 deputados. Saiu de 13,6% do eleitorado fluminense, em 1998, para 7,2%, em 2006. No Espírito Santo, os 24,7% que obteve para a Câmara, em 1998, foram reduzidos para 12,3% em 2006.”


“Na Região Sul, houve um discretíssimo aumento de bancada, de 6 para 7 deputados, em função da vitória para o governo do Rio Grande do Sul. A façanha não deve se repetir em 2010, após o desastroso governo de Yeda Crusius. Ainda assim, com governadora eleita e tudo, o PSDB saiu de uma posição de 6,1% dos votos gaúchos para a Câmara, em 2002, para 8,4%, em 2006 – uma participação muito discreta na bancada federal gaúcha. Em Santa Catarina, teve também pequeno aumento de votação para deputado federal: saiu de 8,7% dos votos, em 98, para 9,5%, em 2006. No Paraná, registra quedas pequenas, porém constantes, desde 1998: saiu de 15,6% naquele ano para 14,2% em 2002 e 13,3% em 2006.”


“Nas demais regiões, a bancada tucana decaiu, de 1998 para cá: na Região Norte, os oito deputados 1998 viraram 6, em 2006; no Nordeste, o PSDB viu sua bancada de 1998, de 34 deputados, despencar para 19, em 2006; e no Centro-Oeste, os oito deputados que tinha em 1998 são agora 6″.


Eu vou dizer algo que pode parecer a muitos uma temeridade: os tucanos vão minguar mais no resto do país, mas vão minguar ainda mais em São Paulo.


A rejeição a José Serra será algo tão impressionante que até mesmo Geraldo Alckmin se sentirá livre para se vingar do que lhe fez o candidato tucano nas últimas eleições, quando o “cristianizou” em favor de Gilberto Kassab.

 

publicado por Levy às 04:50
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Sou um cidadão brasileiro que resolveu se aventurar na blogosfera por não aguentar mais a "ditadura da mídia". O título do blog “BRAZIL 21” é uma referência as grandes mudanças que estão ocorrendo no Brasil neste início de século, mudanças que arremessam o país as primeiras posições entre os grandes países do mundo dentro de uma ou duas décadas e Brasil com "z" pelo grande sucesso e reconhecimento que está tendo no exterior, mundo afora.

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